Ano inicia com menor pessimismo do empresário da indústria da construção, dz CNI

Segundo pesquisa apresentada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última terça-feira (24), os empresários da construção civil estão menos pessimistas em 2017, apesar de todos os indicadores permanecerem abaixo dos 50 pontos, o que indica que continuam com expectativas baixas. Os índices vão de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima da linha de 50 indicam otimismo.

As expectativas sobre o nível de atividade, por exemplo, subiram dos 37,7 pontos em janeiro de 2016 para 47,4 pontos neste mês. Também aumentaram as expectativas sobre o número de empregados (de 37 para 45,7) e novos empreendimentos e serviços (37,1 para 46,6).

A melhora também se evidenciou na intenção dos empresários em investir. Tal índice, que mostrava 25,9 pontos em janeiro do ano passado, chegou a 27,7 pontos neste mês, mesmo continuando abaixo da sua média histórica, de 35,2 pontos.

Para a economista da CNI, Flávia Ferraz, a melhora dessas expectativas decorre de alguns fatores da economia, como a queda da inflação e da taxa de juros. “A redução dos juros tem impacto direto na construção porque o setor depende de financiamentos”, explica.

Mesmo com a diminuição do pessimismo, a indústria da construção segue com fraco desempenho. O nível de atividade caiu para 37,9 pontos e o de emprego, para 36 pontos. Com isso, o setor operou com 44% das máquinas, equipamentos e pessoal parados, com apenas 56% da utilização da capacidade de operação.

A Sondagem da Indústria da Construção ainda apontou para a insatisfação dos empresários da construção ao final de 2016. Foram 31,7 pontos observados no indicador de satisfação com o lucro operacional, e de 36 no de satisfação com a situação financeira do terceiro trimestre do ano passado. Índices abaixo dos 50 pontos apontam para insatisfação.

Um índice a piorar foi o de facilidade de acesso ao crédito, que caiu três pontos do terceiro para o quarto trimestre, chegando aos 25 pontos.

Os principais problemas enfrentados pelo setor no quarto trimestre, de acordo com a pesquisa, foram a demanda interna insuficiente, assinalada por 39,3% dos entrevistados; a elevada carga tributária, apontada por 36,1% deles, e as altas taxas de juros, lembradas por 34,9% das pessoas consultadas. Os empresários também citaram a falta de capital de giro e a inadimplência dos clientes.

Luísa Cortés, do Portal PINIweb

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